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Exposição homenageia mulheres que fizeram e fazem a diferença na história de Poços de Caldas

Março é conhecido como o Mês das Mulheres e o dia 8 marca a celebração do Dia Internacional da Mulher. Essa não é uma data apenas para dar parabéns e presentes, mas sim um dia de reflexão sobre o papel da mulher na sociedade. E nesta sexta-feira, 8 de março, às 18h, o Museu Histórico e Geográfico de Poços de Caldas abrirá sua mais nova exposição: “Só podia ser mulher”, mostra que homenageia várias mulheres da cidade.


A exposição, que fica em cartaz na Sala de Exposições Temporárias Nini Mourão até o dia 31 de março, tem como objetivo resgatar a trajetória de figuras femininas pouco conhecidas da história da cidade, valorizar o trabalho de mulheres que atuam de variadas maneiras em Poços, debater o papel da mulher na sociedade e conscientizar a população local e os visitantes sobre a importância de ter uma visão mais ampla, inclusiva e representativa dos fatos históricos e da sociedade atual.


A coordenadora do Museu Histórico e Geográfico de Poços de Caldas, Nanci de Moraes, explica que a história tradicional é masculina e, assim, muitas figuras femininas foram apagadas ou ignoradas dos textos e documentos históricos. Durante muito tempo, a visão hegemônica era que apenas os homens eram capazes de grandes feitos e dignos de terem a memória preservada.


“Entretanto, graças a anos de luta e resistência por parte das mulheres, esse pensamento começou a mudar. A História é viva e está sempre em mudança, assim novas interpretações e pesquisas apareceram e evidenciam as contribuições femininas em diversas áreas ao longo dos séculos”, destaca.


Por isso, a exposição “Só podia ser mulher” foi pensada para lembrar e valorizar toda a trajetória de conquistas e lutas das mulheres através dos anos, seja daquelas que estão nos livros, seja de tantas outras anônimas que fizeram a diferença em seu tempo e espaço.



A exposição contará com fotos e as biografias das mulheres homenageadas, visando destacar diversas mulheres que fizeram ou fazem a diferença no dia a dia de Poços de Caldas, mas que nem sempre são notadas. A programação também prevê uma roda de conversa no dia 15/3 e um varal de poesias do Coletivo Literário ElasEscrevem.


Entre as mulheres do passado, a exposição destaca:


– Laudelina de Campos Melo: ativista social e defensora dos direitos das empregadas domésticas, nascida em Poços, que entrou para o Livro de Heróis e Heroínas da Pátria;


– Nilza Botelho Megale: museóloga, historiadora, folclorista e autora de vários livros. Atuou na fundação, organização e desenvolvimento do Museu por vários anos;


– Nini Mourão Davis: professora, uma das fundadoras do Museu e engajada na ação social.


– Elza Monteiro Ferreira: escritora e atuante da promoção social, tendo atuado na fundação do SOS e da Fundação Gota de Leite;


– Célia Pires de Paula: participante do movimento negro local, uma das fundadoras do Chico Rei e atuou no Conselho Tutelar por dois mandatos;


– Neuza Leocádia de Novais: Guarda Municipal que trabalhou durante muitos anos na Prefeitura, falecida em 2023.


Entre as mulheres de hoje temos:


– Maria Augusta Clementino: servidora pública, atabaqueira e participante do movimento negro em Poços;


– Sônia Maria Sanches: pedagoga que possui contribuições importantes na área do Patrimônio local e no Museu;


– Tine Taga: mulher trans e artista da música;


– Tamiris Alves: fotógrafa;


– Jéssica Rhayane Ivo: artesã e organizadora de eventos;


– Leyde Kely dos Santos Pizzato: Cabo do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais;


– Luênia Maria Silva: catadora de materiais reciclados e atual presidenta da Rede de Catadores do Sul e Sudeste de Minas;


– Nilsangela Valquíria de Oliveira: gari que se destaca pela criatividade e simpatia ao enfeitar seu carrinho com temáticas específicas como Outubro Rosa e Natal.

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