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Viridis Inaugurou um dos maiores Centros de Pesquisa e Processamento de Terras Raras do mundo fora da China


Instalado em área de 5 mil m² no Distrito Industrial de Poços de Caldas, local vai aprimorar o desenvolvimento do Projeto Colossus. A Viridis, subsidiária brasileira da australiana Viridis Mining & Minerals, inaugurou no dia  28 de maio o Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR), uma das maiores plantas-piloto do gênero no mundo fora da China. 


Com investimento aproximado de R$ 25 milhões e instalado em uma área de 5 mil m² no Distrito Industrial de Poços de Caldas, o espaço marca uma etapa decisiva no desenvolvimento do Projeto Colossus, iniciativa da companhia para a extração e o processamento de terras raras no Brasil. Além disso, reforça a relevância estratégica do País na nova geopolítica dos minerais críticos e fortalece o posicionamento da empresa como fornecedora para cadeias globais ligadas à transição energética e a tecnologias avançadas.


“O centro representa a validação, em nível de demonstração, da tecnologia que vai definir o processamento de terras raras do Projeto Colossus. Mais do que uma planta-piloto, trata-se de uma prova concreta de que a Viridis consegue operar e processar argilas iônicas, reduzindo riscos técnicos e operacionais”, afirma José Marques Braga Junior, diretor-executivo da Viridis.


O CPTR conta com uma planta de demonstração, permitindo testar, validar e aprimorar as tecnologias que serão aplicadas na futura operação comercial da companhia, prevista para 2028. A estrutura também permitirá avançar em protocolos ambientais, processos de segurança operacional e iniciativas junto às comunidades e aos órgãos reguladores, contribuindo para a redução dos riscos do projeto e para o avanço das etapas de licenciamento ambiental.


Capacidade de produção

Com capacidade para processar 100 quilos de minério por hora e produzir até 2,920 quilos de carbonato misto de terras raras (MREC, na sigla em inglês) por ano, o CPTR posiciona a Viridis entre as poucas empresas ocidentais com capacidade técnica e operacional para transformar continuamente argila iônica em um produto comercializável de alto valor agregado.


“A produção do primeiro lote de MREC no Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras, comprova a eficiência e a simplicidade do fluxograma de processamento desenvolvido para o Projeto Colossus. Essa estrutura fortalece a competitividade global da Viridis em termos de custos operacionais e reforça seu potencial para redefinir a curva de custos do mercado de terras raras”, afirma Rafael Moreno, CEO da Viridis.  “Mais do que um marco operacional, a Viridis passa agora a produzir, em sua própria planta-piloto, um produto de alta qualidade, rico em terras raras usadas na produção de superimãs. Este resultado reforça a relevância estratégica do Projeto Colossus na nova cadeia global de suprimento de minerais críticos e evidencia a solidez da plataforma técnica, operacional e de inovação construída pela Viridis”, conclui Moreno.


Além do impacto industrial e tecnológico, o Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras também terá um papel estratégico na formação de mão de obra especializada. A instalação deve gerar mais de 100 empregos diretos e indiretos, incluindo a contratação de técnicos, pesquisadores e profissionais de laboratório, de operação e de gestão, consolidando Poços de Caldas como um polo nacional de capacitação em minerais estratégicos.


A planta-piloto também abre espaço para parcerias com universidades e instituições de ensino, criando oportunidades de pesquisas aplicadas e de formação de profissionais em uma cadeia considerada essencial para o futuro da transição energética global.


 
 
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